Archive for abril, 2010
• 23 de março de 2010
Hipnose beneficia o sistema imunológico

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A gripe deverá atingir mais pessoas este ano em comparação com a média da temporada de gripe. Há muitas incertezas neste ano devido ao vírus influenza H1N1. O Centro de Controle de Doenças dos E.U.A. diz que o vírus H1N1 causou a primeira pandemia (epidemia global) de gripe em 40 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que o H1N1 vai deixar mais pessoas doentes, causar mais internações e mais mortes do que a média da temporada de gripe. Pesquisas demonstraram que a hipnose pode melhorar o sistema imunológico, melhorando assim o funcionamento do corpo.
Segundo o Centro de Controle de Doenças dos E.U.A., o momento é incerto. No passado, em estações de gripe a manifestação atingiu o seu pico nos meses de janeiro e fevereiro nos Estados Unidos. No entanto, o vírus H1N1 causou a doença, as hospitalizações e mortes durante os meses de verão, o que é altamente incomum. Não se sabe quando o vírus atingirá o seu pico e quanto tempo vai durar. Devido a esta incerteza, as pessoas devem ser precavidas em relação a manutenção de seu sistema imunológico para combater a gripe.
Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Washington, em Pullman, E.U.A., descobriu que a hipnose reforça dois diferentes tipos de células do sistema imunológico que combatem as doenças. Sessenta e cinco alunos participaram do estudo. Trinta e três participantes eram altamente hipnotizáveis e responderam bem à indução de hipnoterapia. Trinta e dois participantes tiveram dificuldade em atingir um estado hipnótico.
Todos os 65 participantes foram divididos em três grupos distintos. Um grupo recebeu hipnose, outro grupo recebeu terapia de relaxamento, e o terceiro grupo serviu como grupo de controle, não recebendo qualquer forma de terapia ou tratamento. Os resultados mostraram que os participantes que receberam a hipnose apresentaram um aumento importante em dois tipos de células brancas do sangue. Aqueles que eram altamente hipnotizáveis e receberam hipnose apresentaram o maior aumento de células brancas. Isso mostra que a hipnose pode ajudar as pessoas a aumentar sua contagem de células brancas do sangue e, assim, incrementar o seu sistema imunológico, permitindo um melhor combate às doenças (Ruzyla-Smith).
Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio determinaram que a hipnoterapia pode impedir o enfraquecimento do sistema imunológico devido ao estresse. A hipnose ajuda a fortalecer o sistema imunológico através de relaxamento. Para as pessoas que se preocupam muito, estão sempre ansiosas, ou são facilmente distraídas, a hipnose ajuda a acalmar, para que seu sistema imunológico não enfraqueça devido ao estresse. Quando a hipnose é induzida em uma pessoa, técnicas de relaxamento são utilizadas. O estresse é um contribuinte principal para um sistema imunológico enfraquecido. A hipnose age para aumentar o pensamento positivo através da sugestão, usando técnicas de relaxamento para diminuir o estresse (Holland).
É importante manter o sistema imunológico forte para ser capaz de combater as doenças e vírus. O uso da hipnose juntamente com uma alimentação saudável pode ajudar a manter o sistema imunológico forte. Reduzir o estresse e aumentar os glóbulos brancos pode aumentar muito suas chances de não contrair a gripe este ano.
Fontes:
Centers for Disease Control and Prevention. Questions and answers about the 2009-2010 flu season. Retrieved on October 23.
Holland, E. (2001). Hypnosis may prevent weakened immune status, improve health. Retrieved on October 30, 2009.
Ruzyla-Smith, Patricia et al. (1993). As reported at the annual meeting of the American Psychological Association.
• 16 de março de 2010
Hipnose no controle da dor em pacientes com câncer de mama

FONTE: timesofindia.indiatimes.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A hipnose pode ser um meio eficaz de tratar a dor em mulheres com câncer de mama, de acordo com uma pesquisa.
De acordo com a Dra. Lisa D. Butler, autora principal do estudo, professora adjunta da Faculdade de Trabalho Social, membra do corpo docente do Centro de Pesquisa Social da Universidade de Buffalo, o estudo randomizado avaliou a dor e o sofrimento, a freqüência da dor e o grau de dor constante em 124 mulheres com câncer de mama metastático.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores registraram os níveis de dor em intervalos de quatro meses durante um ano. As mulheres que foram atribuídas ao grupo de tratamento receberam psicoterapia de grupo, bem como instrução e prática da hipnose para moderar seus sintomas de dor.
Elas relataram “aumento significativamente menor na intensidade da dor e sofrimento ao longo do tempo”, em comparação com um grupo controle, onde as mulheres não receberam a psicoterapia de grupo.
No entanto, aquelas que receberam hipnose não relataram redução significativa na frequência ou na constância dos episódios de dor.
“Os resultados deste estudo sugerem que a experiência de dor e sofrimento para os pacientes com câncer de mama metastático pode ser reduzido com sucesso com uma intervenção que inclui hipnose num ambiente de terapia de grupo”, afirma Butler. “Esses resultados ampliam a crescente literatura apoiando o uso da hipnose como tratamento complementar para pacientes com experiência de dor.”
O estudo foi publicado no ano passado em uma edição do periódico Health Psychology, da American Psychological Association.
Fontes:
Link para o abstract do estudo.
• 9 de março de 2010
1º Congresso Sul Americano de Hipnose

A Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria tem o prazer de comunicar a todos que está apoiando a realização do 1º Congresso Sul Americano de Hipnose, a realizar-se entre os dias 8 e 11 de abril de 2010 em Punta del Este, Uruguai. Para obter mais informações, visite o site www.hipnosur.com que já esta no ar, e é atualizado todas as semanas com as últimas informações.
Até o presente o momento, o Congresso tem o apoio de duas universidades brasileiras e uma americana, várias Associações, Instituições, Academias e Grupos de Estudo de Hipnose Clínica do Brasil, Bolívia, Miami, Puerto Rico, Panamá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Cuba e Argentina.
O Presidente de Honra é o Dr. Michael Nash, da Universidade do Tenessee. Também participará o Dr. Stephen Paul Adler, aluno de Milton Erickson e reconhecido terapeuta em trauma.
Para participar, a agência de turismo Teka Andrade está trabalhando com as reservas e passagens, onde também podem ser consultados os diferentes pacotes e formas de pagamento.
Para reserva de hospedagem no hotel do Congresso, acesse www.jeanclevers.com.
A adesão (inscrição) ao Congresso custa U$ 120,00, o que dá direito a:
- transfer Aeroporto – Hotel Punta del Este – Aeroporto
- participar de todas as atividades do congresso, a exceção de alguns workshops que são cobrados pelos ministradores
- um jantar de confraternização
- coffee-brake, presentes
- tradução simultânea
- certificado de presença
Os acompanhantes pagarão U$ 60,00, com direito a:
- transfer Aeroporto – Hotel Punta del Este – Aeroporto
- um jantar de confraternização
- coffee-brake
- tours turísticos pela cidade e locais de interesse.
• 8 de março de 2010
Os benefícios da hipnose em ambiente pediátrico

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A hipnoterapia é uma forma natural e segura de relaxamento. A pessoa que recebe hipnose está sempre no controle, quer esta seja administrada por um hipnoterapeuta, quer através de auto-hipnose. A hipnose é particularmente eficaz em crianças, porque muitas vezes exige a visualização criativa. Esta visualização criativa permite que as crianças permaneçam em um estado de relaxamento com facilidade. Estar em um estado de hipnose permite que as crianças trabalhem uma série de coisas, tais como dor e ansiedade, de maneira natural e produtiva.
O’Grady e Hoffmann (1986) avaliaram o uso da hipnose em um ambiente pediátrico. A hipnose mostrou ser muito bem sucedida quando as crianças tinham grandes expectativas em relação à hipnoterapia, um bom relacionamento com seu hipnoterapeuta, e a capacidade de ser hipnotizadas. Eles também descobriram que o sucesso foi maior quando as crianças e os pais tinham um relacionamento positivo com o pediatra.
Esses pesquisadores analisaram casos em que as crianças usaram a hipnose. Analisando um hospital pediátrico particular, eles descobriram que 5% das crianças estavam usando a hipnose para melhorar os seus sintomas. O estudo encontrou três áreas específicas que têm apresentado melhoraria dos sintomas em crianças quando se usa a hipnose. Um sintoma inclui a dor. A hipnose permite que as crianças controlem a dor, reduzindo a gravidade e a freqüência de episódios dolorosos. Outro sintoma que a hipnose pode melhorar é a ansiedade em crianças. A hipnose permite que as crianças relaxem e cognitivamente reduzam a ansiedade e o estresse. A terceira área que a hipnose pode ajudar as crianças é a dos hábitos indesejáveis. A hipnoterapia permite que as crianças substituam comportamentos e hábitos negativos com os positivos através do poder da sugestão.
Goldberg (1987) estudou os benefícios da psicanálise na mudança de comportamento. Ele descobriu que a psicanálise foi mais eficaz quando combinada com a hipnose na mudança de comportamentos. A hipnose funciona através da reprogramação dos comportamentos negativos com o uso de sugestões positivas. Estes comportamentos negativos tornam-se comportamentos positivos com o tempo. Isto apresenta muitas vantagens potenciais no auxílio às crianças para mudar seus padrões de comportamento negativos em padrões de comportamento positivos.
Outro método de hipnose que demonstrou ter muitos benefícios potenciais em crianças é a utilização da auto-hipnose (Gardner, 1981). A auto-hipnose permite que as crianças realizem a hipnose em si mesmas a qualquer hora que escolherem. Isto permite que elas estejam no controle de seus sintomas, quando e onde quiserem. A auto-hipnose funciona melhor quando as crianças e os pais estão abertos à idéia de aprender e praticar a hipnose.
A hipnose tem muitas vantagens potenciais quando utilizada com crianças. A hipnose pode ajudar a melhorar os sintomas de forma natural e segura, quer a criança esteja sofrendo de dor provocada por câncer, quer esteja demonstrando comportamento de hiperatividade com TDAH.
A hipnoterapia usa o poder das sugestões positivas para ajudar as crianças a reprogramar sua mente subconsciente, de modo que estejam no controle de seus sintomas.
Fontes:
Gardner, G.G. (1981). Teaching self-hypnosis to children. International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis, 29(3), 300-312.
Goldberg, B. (1987). Hypnotherapy: A combined approach using psychotherapy and behavior modification. Psychology: A Quarterly Journal of Human Behavior, 24(3), 37-40.
O’Grady, D.J. & Hoffmann, C. (1986). Use of hypnosis by psychologists in a pediatric setting: Establishing and maintaining credibility. Retrieved from ERIC database. ERIC ID: ED272813.
• 18 de fevereiro de 2010
Hipnose ajuda crianças com asma

FONTE: upi.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A hipnose pode ajudar crianças com asma e outras doenças respiratórias, afirmam pesquisadores americanos.
O Dr. Ran Anbar, da Upstate Medical University, Universidade Estadual de Nova York, em Syracuse, sugere que a utilização adequada da hipnose como um complemento ao tratamento convencional pode provocar alterações fisiológicas que ajudam a aliviar os sintomas.
O estudo, publicado no periódico Pediatric Asthma, Allergy & Immunology, verificaram que a hipnose foi de auxílio na tosse habitual ou nas sensações inexplicáveis de dificuldade respiratória, bem como no desconforto durante os procedimentos médicos.
A hipnose também é recomendada quando uma criança apresenta sintomas respiratórios, tais como dificuldade em tomar fôlego, tosse disruptiva, hiperventilação, ruído na inspiração e dificuldade para engolir, apesar da função pulmonar normal, disse o Dr. Anbar.
A ausência de sintomas durante o sono pode estar associada a uma determinada atividade ou local, ou são ligados ou desencadeados por uma resposta emocional. Tais casos podem ser particularmente responsivos à hipnose, disse Anbar.
• 28 de janeiro de 2010
Hipnose no tratamento da enxaqueca

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A enxaqueca é uma forma debilitante de c. Muitas pessoas sofrem de enxaqueca. Vários gatilhos podem produzir o aparecimento de uma enxaqueca. No entanto, reduzir a chance de ocorrência de uma enxaqueca e livrar-se dela assim que esta ocorre, pode ser um desafio. Foram realizados estudos que mostram que a hipnoterapia pode ser bastante benéfica para quem sofre de enxaqueca. Em muitos estudos, a hipnose tem se mostrado mais benéfica do que medicamentos.
Gatilhos comuns da enxaqueca incluem alterações hormonais, estresse, alimentação, mudanças nos padrões de sono, medicamentos e mudanças no ambiente. Os sintomas da enxaqueca variam de pessoa para pessoa, mas muitas pessoas relatam uma dor pulsante de moderada a grave — que piora com atividade física, interferindo nas atividades do dia-a-dia — náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e/ou som, e às vezes experimentam auras. A enxaqueca pode durar de 4 a 72 horas, mas a freqüência é muito variável.
Um estudo comparou o efeito da hipnoterapia com o efeito do medicamento proclorperazina (Stemetil). O estudo consistiu em 47 participantes que, uma vez por mês, durante um ano, responderam questionários. Eles informaram o número de ataques por mês, a gravidade dos ataques, e remissão completa. Os resultados do estudo mostraram que aqueles que receberam a hipnoterapia relataram um número bem menor de ataques de enxaqueca em comparação com aqueles que receberam a medicação. Dos 23 participantes que receberam a hipnoterapia, 10 deles deixaram de ser acometidos por enxaquecas. Dos 24 participantes que utilizaram a medicação, 3 deles deixaram de ser acometidos por enxaquecas.
Outro estudo relatou os benefícios da terapia comportamental. Estas abordagens incluem relaxamento, biofeedback, terapia cognitivo-comportamental (TCC), e hipnose. A hipnose pode ajudar pacientes com enxaqueca a evitar os gatilhos, controlando o estresse e evitando certos alimentos, por exemplo.
Duas técnicas de hipnoterapia usadas no tratamento de enxaquecas inclui o aquecimento das mão e a luva anestésica. Estas técnicas proporcionam àqueles que sofrem de enxaqueca o controle da dor, ajudando-os a transferir calor ou dormência ao local da dor. Estas técnicas demonstraram ser mais benéficas do que simples exercícios de relaxamento. Este estudo concluiu que o medicamento é ineficaz no tratamento da enxaqueca crônica e encoraja o tratamento psicológico, porque não existem efeitos colaterais.
Esses estudos mostram que a hipnoterapia e os métodos naturais de tratamento da enxaqueca são mais eficazes do que o uso de medicação. O fato de que a hipnose não tem efeitos colaterais e o fato de que muitos medicamentos apresentam muitos efeitos colaterais, faz com que a hipnoterapia seja uma abordagem mais natural e segura para o tratamento das enxaquecas. Além dos efeitos colaterais, muitos estudos têm mostrado que os efeitos da hipnose são mais duradouros e benéficos em relação ao uso de medicamentos.
Fontes:
Anderson, J.A., Basker, M.A., & Dalton, R. (1975). Migraine and hypnotherapy. International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis, 23(1), 48-58.
Heap, M. (1988). Hypnosis: Current clinical, experimental and forensic practices. Taylor & Francis.
Sandor, P.S. & Afra, J. (2007). Nonpharmacologic treatment of migraine. Current Pain and Headache Reports, 9(3), 202-205.
• 21 de janeiro de 2010
Hipnose no tratamento da dispepsia

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A dispepsia é um distúrbio gastrointestinal muito comum. Pesquisadores e médicos não sabem ao certo quais são as causas subjacentes da doença, o que torna o tratamento da dispepsia algo desafiador. No entanto, alguns pesquisadores descobriram que a hipnoterapia auxilia no tratamento dos sintomas do transtorno.
O principal sintoma da dispepsia é a dor na parte superior do abdômen, que não é causada por doença. Com frequência os sintomas se confundem com aqueles da síndrome do intestino irritável, e os pesquisadores acreditam que ambas anomalias poderiam ser um resultado da mesma desordem. Algumas teorias sobre as causas da dispepsia incluem a secreção de ácido, dificuldade para digerir, retardamento no esvaziamento do estômago e hipersensibilidade no estômago.
No diagnóstico da dispepsia, outros distúrbios devem ser excluídos, como a diabetes, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), e úlceras pépticas. O tratamento da dispepsia muitas vezes depende dos sintomas do paciente. A Clínica Mayo sugere mudanças no estilo de vida e terapia comportamental para tratar o distúrbio.
Já foi demonstrado que a hipnose é um tratamento altamente eficaz para a síndrome do intestino irritável. Um estudo objetivou investigar o efeito da hipnose sobre a dispepsia. O estudo consistiu de 126 participantes com diagnóstico de dispepsia funcional. Eles receberam hipnoterapia, terapia de suporte e placebo, ou tratamento médico. Os sintomas da dispepsia foram analisados antes do início do tratamento, após as dezesseis semanas do tratamento, e durante um acompanhamento posterior de cinquenta e seis semanas.
Os resultados do estudo mostraram que o grupo de hipnoterapia apresentou mais melhora a curto prazo (dezesseis semanas) em comparação com os grupos de terapia e medicação. Nos resultados a longo prazo, o grupo de hipnoterapia apresentou sintomas com melhoras significativas. Dos participantes no estudo, 73% das pessoas no grupo de hipnose relataram melhora, contra 34% do grupo de terapia e 43% do grupo de medicação.
A hipnose é frequentemente negligenciada em tratamentos médicos devido a concepções erradas e ao pequeno número de médicos treinados em hipnoterapia. No entanto, devido ao tratamento eficaz da síndrome do intestino irritável com a hipnose, vários estudos têm sido realizados envolvendo a hipnose e o tratamento da função digestiva no trato superior e a dispepsia.
A hipnose funciona de forma eficaz no tratamento da dispepsia, devido ao carácter terapêutico da hipnose. A hipnoterapia dá às pessoas com dispepsia o poder de concentrar a atenção na cicatrização das áreas dolorosas. Também foi demonstrado que acelera o esvaziamento do estômago. A aceleração do esvaziamento gástrico ajuda a aliviar os sintomas da dispepsia e melhora a qualidade de vida do paciente. Como os pesquisadores não sabem a causa de muitos distúrbios gastrointestinais e gastroesofágicos, muitas vezes eles têm que tratar os sintomas. A hipnoterapia é uma forma natural de tratamento que tem se mostrado altamente eficaz.
Fontes:
Calvert, E.L., Houghton, L.A., Cooper, P., Morris, J., & Whorwell, P.J. (2002) Long-term improvement in functional dyspepsia using hypnotherapy. Gastroenterology, 123, 1778-1785.
Chiarioni, G., Vantini, I., De Iorio, F., & Benini, L. (2006). Prokinetic effect of gut-oriented hypnosis on gastric emptying. Alimentary Pharmacology & Therapeutics, 23(8), 1241-1249.
Chiarioni, G., Palsson, O.S., & Whitehead, W.E. (2008). Hypnosis and upper digestive function and disease. World Journal of Gastroenterology, 14(41), 6276-6284.
• 8 de janeiro de 2010
Hipnose usada na investigação da criatividade e da imaginação

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A criatividade é definida como a capacidade de transcender as idéias, normas, padrões e relações tradicionais, para criar novas e significativas idéias, formas, métodos, interpretações, etc. A criatividade é fácil de definir, mas os pesquisadores muitas vezes se perguntam como ela pode ser medida e como as pessoas têm diferentes aptidões para a criatividade. A hipnose auxilia na investigação da criatividade e também permite que os psicólogos estudem a relação entre a criatividade e a hipnotizabilidade.
A hipnose cria um estado alterado de consciência, o que a torna uma boa ferramenta para a investigação de estados criativos e da propensão a fantasia. Pensa-se que a hipnose pode levar a um avanço na compreensão da origem da inspiração criativa.
Bowers e van der Meulen (1970) realizaram um estudo envolvendo 30 pessoas altamente sugestionáveis e 30 participantes menos sugestionáveis. O estudo envolveu muitos testes de funcionamento criativo incluindo tarefas criativas, testes de Rorschach, e testes de associação. Os resultados do estudo mostraram que aqueles que eram mais hipnotizáveis apresentaram melhor desempenho nos testes de criatividade. O estudo também concluiu que as mulheres eram mais criativas do que os homens.
Outro estudo foi conduzido para estudar a relação entre a hipnose e a criatividade. A hipnose foi usada para medir o grau de resposta sem esforço para tarefas envolvendo a criatividade. O estudo consistiu de estudantes e escritores que foram convidados a escrever em um estado hipnótico. O pesquisador também analisou os vários estilos criativos dos participantes. Os resultados mostraram que a criatividade estava em seu ponto mais alto quando não houve interferência entre as associações e a resolução de problemas (Bowers, 1979).
Lynn e Rhue (1988) analisaram 6.000 estudantes para selecionar 780 participantes em seu estudo. Eles foram divididos em três grupos com base em sua propensão a fantasia. Eles foram então comparados com base em medidas de hipnotizabilidade, imaginação, sugestionabilidade, capacidade alucinatória, criatividade, psicopatologia e experiências da infância. Os pesquisadores descobriram que havia menos de uma ligação entre a propensão a fantasia e a hipnotizabilidade do que se pensava inicialmente. Isto significa que mesmo aquelas pessoas que não são criativas tendem a responder positivamente à hipnose. Também foi descoberto que aqueles que eram mais propensos a fantasia e criatividade não eram necessariamente altamente sugestionáveis sob hipnose.
Embora estes estudos diferem em fazer uma conexão entre a sugestionabilidade e a criatividade, todos os estudos chegaram a conclusões interessantes envolvendo a criatividade e a hipnose. O estado de hipnose permite aos pesquisadores estudar a criatividade de um modo não-invasivo e de forma natural. Outras pesquisas devem ser realizadas para se aprender mais a respeito da criatividade e da imaginação.
Fontes:
Bowers, K.S. & van der Meulen, S.J. (1970). Effect of hypnotic susceptibility on creativity test performance. Journal of Personality and Social Psychology, 14(3), 247-256.
Bowers, P. (1979). Hypnosis and creativity: The search for the missing link. Journal of Abnormal Psychology, 88(5), 564-572.
Lynn, S.J. & Rhue, J.W. (1988). Fantasy proneness: Hypnosis, developmental antecedents, and psychopathology. American Psychologist, 43(1), 35-44.
• 11 de dezembro de 2009
Hipnose traz benefícios durante a gravidez e no parto

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A hipnose tem sido usada durante o parto por aproximadamente cem anos. Muitas pesquisas têm sido realizadas para estudar os efeitos da hipnose sobre a gravidez e o parto. A hipnose tem sido utilizada em mulheres durante o trabalho de parto para ajudar a reduzir a dor. A hipnose pode ser usada como um analgésico natural, não só para reduzir a dor, mas também para reduzir o uso de analgésicos. Além do gerenciamento da dor, a auto-hipnose tem sido usada para controlar a respiração durante o trabalho de parto. Outros estudos mostram que a hipnose tem um benefício psicológico para as mães e para os recém-nascidos.
Uma meta-análise de estudos realizados envolvendo a hipnose com gestantes foi comparada a intervenções sem hipnose, tratamento padrão e placebo. Medições primárias na meta-análise incluiram a analgesia utilizada durante o trabalho de parto e também os níveis de dor durante o trabalho de parto. A meta-análise incluiu 8.395 mulheres que tinham usado a hipnose durante a gravidez ou no parto. A análise concluiu que menos mulheres necessitaram utilizar uma forma de analgesia durante o trabalho de parto. As mulheres que receberam a hipnose relataram dor menos severa do que aquelas nos grupos de controle.
Em outro estudo, sessenta gestantes participaram. As participantes foram divididas em dois grupos baseados em sua sugestionabilidade. Todas receberam informações sobre o trabalho de parto e dicas sobre o controle da dor. Estes dois grupos foram então subdivididos, e metade recebeu uma indução hipnótica e a outra metade aprendeu exercícios de respiração e de relaxamento. As mulheres no grupo da hipnose e no grupo de alta sugestionabilidade relataram menos dor. Aquelas que usaram a hipnose relataram usar menos medicação e tiveram um trabalho de parto de fase 1 mais curto.
Outra meta-análise sobre vários estudos realizados utilizando-se a hipnose com mulheres grávidas mostrou que a hipnose reduziu o nível de intervenção médica durante o parto, além de reduzir os riscos para as mulheres e para os recém-nascidos. Um estudo mostrou que mulheres que foram treinadas para usar a hipnose durante o trabalho de parto muito raramente experimentaram depressão pós-parto. A hipnose pode ajudar a controlar tanto a depressão quanto a ansiedade relacionados com a gravidez, o parto, e a perspectiva de se tornar mãe. Isso demonstra que a hipnose pode apresentar muitos benefícios para as mulheres e seus recém-nascidos.
Um estudo descobriu que as mulheres foram mais sugestionáveis no segundo e terceiro trimestres da gravidez. O estudo mostrou que à medida que a gravidez avançava, a sugestionabilidade aumentava de acordo com a Escala de Hipnotizabilidade de Harvard. As mulheres grávidas também apresentaram níveis altos na Escala de Imaginação Criativa. Este estudo analisou as mulheres em dois períodos de tempo, quando estavam grávidas e não grávidas.
A pesquisa mostra que se as mulheres são mais sugestionáveis durante a gravidez, há mais um motivo para se usar a hipnose durante a gravidez e o trabalho de parto.
Fontes:
Alexander, B., Turnbull, D., & Cyna, A. (2009). The effect of pregnancy on hypnotizability. American Journal of Clinical Hypnosis.
Cyna, A.M., McAuliffe, G.L., & Andrew, M.I. (2004). Hypnosis for pain relief in labour and childbirth: A systematic review. British Journal of Anaesthesia, 93(4), 505-511.
Harmon, T.M., Hynan, M.T., & Tyre, T.E. (1990) Improved obstetric outcomes using hypnotic analgesia and skill mastery combined with childbirth education. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 58(5), 525-530.
• 8 de dezembro de 2009
Hipnose ajuda a reduzir os sintomas da Síndrome de Tourette

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br
A Síndrome de Tourette é uma desordem neurológica caracterizada por tiques motores e verbais. Os primeiros sintomas se manifestam na infância. O primeiro sintoma é geralmente um tique facial, como piscar os olhos, fazer caretas, ou contrair nariz, e estes são logo substituídos por tiques motores que envolvem o pescoço, membros e tronco. Esses tiques são involuntários e as pessoas com a desordem experimentam impulsos involuntários para executar atividade motora ou verbal. Foi demonstrado que a hipnose melhora os sintomas da Síndrome de Tourette.
Os sintomas da Síndrome de Tourette variam de leve a grave. Os sintomas graves incluem tiques verbais, tais como gritos, latidos, grunhidos, e pigarro. Tiques verbais conhecidos como coprolalia consistem na utilização involuntária de palavras obscenas. Copropraxia é a ação involuntária de gestos obscenos. Embora a Síndrome de Tourette seja conhecida por esses sintomas, eles são sintomas graves e não comuns da doença.
A maioria das pessoas com Síndrome de Tourette apresenta sintomas leves. Também, as pessoas com a Síndrome de Tourette têm maior probabilidade de também ter o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade, Transtorno Obsessivo Compulsivo, e deficiências de aprendizagem.
Situações estressantes podem fazer com que os sintomas da Síndrome de Tourette piorem. Tensão e ansiedade também podem contribuir para piorar os sintomas. A hipnoterapia demonstrou ser capaz de melhorar os sintomas da Síndrome de Tourette. A hipnose é um estado relaxado de consciência. Este estado permite que as pessoas sejam mais abertas a sugestões. Quando estas sugestões lidam diretamente com seus sintomas e ansiedade, elas são capazes de relaxar e fazer destas sugestões uma parte de sua vida, reduzindo assim os seus sintomas. Após algumas sessões, as pessoas com a Síndrome de Tourette podem melhorar drasticamente seu estilo de vida geral.
Um estudo de caso foi realizado com um adolescente com Síndrome de Tourette. Ele foi encaminhado para um hipnoterapeuta pelo seu médico. O adolescente submeteu-se a um total de nove sessões de hipnose durante um período de seis meses. O modelo utilizado envolveu um processo de tratamento em quatro estágios, incluindo o relaxamento progressivo, feedback de temperatura da ponta do dedo, indução de olhos virados de Spiegel e imagística.
Após o tratamento e no acompanhamento posterior de seis meses, o paciente relatou um mínimo de sintomas e até a ausência de sintomas. As sessões de hipnose ajudaram a reduzir o estresse que desencadeava os sintomas, ajudando-o a recuperar o controle da Síndrome de Tourette. Foi também relatado que logo após o tratamento, o participante no estudo matriculou-se na Força Aérea e passou no exame de admissão.
Pesquisas e estudos têm demonstrado que a hipnose é útil para reduzir os sintomas da Síndrome de Tourette. Ela permite que aqueles que sofrem da Síndrome de Tourette possam levar uma vida mais normal, com menos tiques e menos interrupções. A hipnose também proporciona a estas pessoas um controle maior.
Fontes:
Culbertson, F.M. (1989). A four-step hypnotherapy model for Gilles de la Tourette’s syndrome. The American Journal of Clinical Hypnosis, 31(4), 252-256.
Densky, A.B. (2008) Facial tics banished using hypnosis or NLP.
What is Tourette Syndrome? National Tourette Syndrome Association.
