Archive for julho, 2010
• 30 de julho de 2010
Hospital substitui sedação por hipnose

FONTE: estadao.com.br
Imersa em uma cachoeira no meio de uma floresta tropical, a tradutora Elaine Pereira, 43 anos, conseguiu fazer a ressonância magnética que ela tanto temia. A cena, na verdade, estava só na mente dela. Hipnotizada, foi capaz de relaxar sem a necessidade de sedativos. A técnica, aplicada no Hospital São Camilo, permite a pacientes claustrofóbicos (que têm medo de lugares fechados e apertados) passar pela máquina conscientes e calmos.
Sem efeitos colaterais, a hipnose é usada como alternativa para a anestesia. Diferentemente da injeção, o procedimento não afeta a percepção e não tem contraindicações, segundo os médicos. Após o exame, o paciente pode, por exemplo, voltar para casa dirigindo. “A sedação é segura, mas ainda assim envolve alguns riscos. Já para a hipnose, o perigo é o mesmo que dormir”, diz o cardiologista do Hospital São Camilo Luiz Velloso, um dos coordenadores do estudo.
Para que a técnica fosse oferecida no hospital, Velloso e a psicóloga Maluh Duprat a experimentaram em pelo menos 20 pacientes. Segundo eles, 18 pessoas enfrentaram o procedimento sem a necessidade de medicamentos.
Elaine conta que nem sentiu o tempo passar. “Para mim foram apenas cinco minutos, mas eu sei que fiquei uma hora dentro da máquina”, diz. Ela procurou a alternativa após uma experiência ruim com a ressonância. “Tenho claustrofobia, mas nada que atrapalhe a minha vida. Só que durante o exame, além do espaço ser pequeno, você não pode se mexer”, conta.
Uma tatuagem impedia Elaine de realizar o procedimento sedada. De acordo com os especialistas, algumas tatuagens, feitas com tintas à base de metais, podem ser atraídas pelo magnetismo da máquina. Por isso, o paciente deve estar consciente para informar ao médico se está com dor.
A capacidade de responder aos estímulos dos médicos é outra vantagem da hipnose. “Às vezes, o paciente deve obedecer algo ou assumir alguma posição durante o procedimento, coisa que não pode fazer se estiver sedado”, diz Velloso.
A técnica é usada como substituta para a sedação, mas não cura a claustrofobia. “Não é uma cura. Mas durante o exame o paciente percebe que tem controle sobre aquele medo”, diz Maluh. Elaine, por exemplo, passou a se imaginar em uma floresta sempre que sente-se estressada. “É uma ótima técnica de relaxamento”, diz.
Antes do exame, Elaine foi testada para ver se poderia ser hipnotizada. A preparação antes da ressonância não durou mais que 10 minutos, de acordo com ela. “Depois eu ainda saí dirigindo”, diz. Muitos procedimentos anestésicos, por outro lado, demandam meses de agendamento com o anestesista.
A hipnose, reconhecida pelos conselhos de medicina, deve ser praticada por profissionais de saúde mediante treinamento. No ano passado, a Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria (SBHH) capacitou cerca de 700 médicos, psicólogos e dentistas.
Para o médico Luiz Carlos Motta Lima, presidente da SBHH, a técnica pode ser usada como ferramenta adicional em qualquer tratamento médico ou odontológico. “Se um paciente tem pneumonia, por exemplo, pode-se usar a hipnose para que ele aumente a defesa de seu organismo”, explica.
Por Lais Cattassini e Mariana Lenharo.
• 21 de julho de 2010
Imagens ‘frias’ diminuem ondas de calor

FONTE: www.sify.com
Tradução: www.sbhh.org.br
Um novo estudo americano mostrou que mulheres que imaginam cenas associadas com frieza durante a hipnoterapia tendem a ter uma diminuição dramática nas ondas de calor que são experimentadas um pouco antes da menopausa.
“Esta é uma descoberta interessante, porque começa a esclarecer como funciona, especificamente, a terapia de relaxamento hipnótico que reduz as ondas de calor”, disse o Dr. Gary Elkins da Universidade de Baylor, no estado do Texas, Estados Unidos.
“A descoberta pode indicar que as áreas do cérebro ativadas por imagens podem ser idênticas àquelas ativadas por eventos reais percebidos. Portanto, pode ser que enquanto uma mulher que sofre de ondas de calor imagina um lugar frio, ela também sente frio, em vez do calor de uma onda de calor”, acrescentou.
Cerca de oitenta e cinco por cento das mulheres experimentam ondas de calor ao se aproximarem da menopausa.
Os pesquisadores avaliaram 51 sobreviventes de câncer de mama que participaram de um estudo com hipnose para o tratamento de ondas de calor.
Eles descobriram que todas as participantes demonstraram preferência por imagens associadas à frieza, e nenhuma por imagens associadas ao calor.
Dos temas usados para imagens, 27 por cento das participantes visualizaram água associada com frieza.
No entanto, 17,6 por cento imaginaram ar frio ou vento e 16,2 por cento imaginaram montanhas frias.
Também, 11,5 por cento visualizaram uma floresta fresca ou folhas e 6,8 por cento visualizaram neve. 20,9 por cento imaginaram outras coisas, como um cinema refrigerado ou uma geada em uma manhã de inverno.
“Estes resultados realmente nos orientam em relação ao que as mulheres respondem”, disse o Dr. Elkins.
“Este estudo sustenta a idéia de que as imagens mais eficazes são aquelas que são geradas pelas próprias participantes, em relação às suas próprias percepções e experiências de vida.”
Os resultados foram publicados no periódico Journal of Clinical and Experimental Hypnosis.
• 14 de julho de 2010
Auto-hipnose como tratamento da Síndrome de Tourette

FONTE: www.gossipjackal.com
Tradução: www.sbhh.org.br
Pesquisadores da área médica divulgaram um estudo de caso em pequena escala na última edição do Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, que sugere que técnicas de auto-hipnose podem ajudar pacientes com a Síndrome de Tourette a melhorar o controle sobre os tiques.
O Dr. Jeffrey Lazarus, co-autor do estudo, e uma equipe de pesquisadores experimentaram uma série de técnicas de auto-hipnose em um grupo de trinta e três participantes. O estudo envolveu crianças e jovens com a Síndrome de Tourette, com idades entre seis e dezenove anos. Os investigadores conduziram as sessões durante um período de dois meses e meio. Os participantes assistiram a um vídeo de um jovem da sua idade descrevendo técnicas de auto-hipnose. Eles receberam técnicas de relaxamento e foram solicitados a focar nos sentimentos que ocorrem antes de um tique, bem como se livrar do tique. Foi solicitado aos participantes a prática das técnicas de auto-hipnose pelo menos três vezes ao dia, mantendo um relatório.
Na conclusão do estudo, doze indivíduos indicaram que haviam conseguido uma melhora dramática, com apenas duas sessões e o treinamento com vídeo. Treze tiveram o mesmo resultado após três sessões, e um participante após quatro sessões. O estudo concluiu que vinte e seis crianças se beneficiaram significativamente do regime de auto-hipnose.
O Dr. Lazarus afirma que a auto-hipnose apresenta várias vantagens sobre a terapia com drogas tradicionais, incluindo a ausência de efeitos colaterais das drogas e uma abordagem menos onerosa para desordens leves e moderadas de tiques, em comparação com produtos farmacêuticos.
Embora reconheçam os resultados do estudo, outros cientistas continuam céticos em relação ao estudo, citando o número pequeno de participantes e a falta de dados a longo prazo sobre o uso da técnica.
O estudo também não incluiu um grupo controle.
Link para o abstract do estudo.
