•  16 de fevereiro de 2011

Trabalho de parto sem dor com a hipnose

news 136 Trabalho de parto sem dor com a hipnose

FONTE: www.thisislondon.co.uk
Tradução: SBHH

Um estudo experimental de 18 meses feito pelo Ministério da Saúde da Inglaterra teve como objetivo ensinar as mães grávidas como hipnotizar-se antes do parto, como uma alternativa aos analgésicos. Isso implicou no aprendizado de como se alcançar um estado de transe durante o trabalho de parto, na esperança de que não necessitem de tratamentos caros, como peridurais. Surgida nos E.U.A., o procedimento utiliza a auto-hipnose, relaxamento, visualização e técnicas de respiração para se preparar para o nascimento.
Atualmente cerca de sessenta por cento das mães são submetidas a epidurais e muitas outras formas de alívio da dor, cuja segurança de sido freqüentemente questionada. Muitas mães entram na sala de parto com a intenção de ter um parto “natural” e, em seguida, compreensivelmente, solicitam drogas para dor quando começa o efeito real das suas contrações.
A hipnose é usada com sucesso em muitas outras áreas da saúde, incluindo a odontologia, conhecida por sua associação com dor e medo, e o medo aqui parece ser a chave. A maioria das mães experimenta ansiedade e medo em relação ao nascimento iminente, em parte devido à nossa sociedade ser muito centrada na medicina em relação ao parto, o que implica que é uma experiência perigosa, dolorosa e assustadora.
Os hipnoterapeutas acreditam que uma boa parte da dor do parto vem do medo que age sobre o corpo, causando tensão e contração muscular. Se as mulheres puderem relaxar e aliviar a tensão muscular, isto causa menos dor e contrações mais eficazes, e com freqüência um trabalho de parto mais rápido. Isto com certeza parece plausível, e os comentários das mulheres que usaram a técnica foram sempre positivos.
A aplicação da hipnose no trabalho de parto foi apoiada por vários estudos de escala relativamente grande, um dos quais descobriu que a auto-hipnose durante o parto aliviou a dor do parto até certo ponto, reduziu o risco de complicações médicas e reduziu a necessidade de cirurgia. Outro estudo descobriu que a hipnoterapia encurtou a primeira e a segunda fase do trabalho de parto. Para as mulheres que têm seu primeiro filho, a primeira fase foi reduzido de uma média de 9,3 horas para 6,4 horas, e a segunda etapa de cinqüenta minutos para trinta e sete minutos em média. As diferenças para as mulheres que têm filhos pela segunda vez ou mais foram menos dramáticas, e é aqui os benefícios financeiros podem ser vistos.
Com certeza pode-se ver o lado negativo, pois esta técnica não funciona para todas as mulheres. É de se preocupar também que as equipes médicas poderão cuidar com menos freqüência de mulheres aparentemente auto-suficientes no trabalho de parto, de modo a sujeitá-las a um risco maior devido a complicações que podem passar despercebidas.
Mas, em geral, a técnica é inofensiva, comprovada em estudos e capacita as mulheres a ter mais controle sobre o processo do parto, ao contrário de outras propostas mal planejadas do Ministério da Saúde da Inglaterra.

•  3 de janeiro de 2011

Hipnose pode impedir o sono ao volante e acidentes

news 135 Hipnose pode impedir o sono ao volante e acidentes

FONTE: www.examiner.com
Tradução: SBHH

Estima-se que 63% dos norte-americanos dormem menos de oito horas por dia e que 31% dormem menos de sete horas. Dois terços dos americanos têm insônia ou dizem não conseguir dormir bem, pelo menos algumas noites por semana. Portanto, quando você se sentir sonolento, isso significa que você não dormiu o suficiente.
A privação do sono e conseqüentemente assumir o volante com sono, já causou centenas de milhares de acidentes, e está na hora de dar mais crédito a hipnoterapia por salvar vidas. Apesar de que existem novos sistemas eletrônicos que podem ajudar os motoristas cansados, estes ainda não são tão seguros quanto a hipnose.
De acordo com especialistas da Fundação para a Segurança no Tráfego dos Estados Unidos, o ato de dirigir com sono é responsável por cerca de cem mil acidentes, dos quais 1.500 são fatais, durante o período de um ano.
Vinte por cento de todos os acidentes nas estradas são devidos a sonolência ao volante, e quarenta por cento admitem adormecer enquanto dirigem.
Assim como as drogas ou o álcool, o sono diminui o tempo de reação, diminui a percepção e prejudica capacidade de julgamento.
Como a hipnose pode ajudar? As sugestões feitas pelo hipnoterapeuta irão levar o cliente para o sono com movimento rápido dos olhos (REM), antes do nível mais profundo do sono. Durante a primeira fase, o cliente relaxa seu corpo físico e começa a entrar em um estado de sonolência.  Este estágio pode durar de cinco a dez minutos. Na fase dois, ocorre o sono leve. Os músculos alternam entre a contração e o relaxamento. A freqüência cardíaca diminui. A temperatura corporal diminui. Então, antes que o cliente esteja pronto para entrar em um nível mais profundo do sono, que é a de ondas lentas ou sono de ondas delta, o hipnotizador retira o cliente da hipnose e faz-lhe outra sugestão de que quando chegar em casa com segurança, estando alerta, poderá continuar a quarta fase, que é o nível mais profundo do sono.
Esta ação não só ajuda o cliente a se sentir reanimado e alerta, mas é capaz de funcionar como se ele realmente tivesse experimentado uma boa noite de sono. Isso significa que seu corpo inteiro sente-se alerta e seguro em todos os momentos.
Dirija com cuidado e permaneça alerta.

•  1 de outubro de 2010

Hipnose atinge partes do cérebro que os tomógrafos e as neurocirurgias não conseguem

news 134 Hipnose atinge partes do cérebro que os tomógrafos e as neurocirurgias não conseguem

FONTE: www.guardian.co.uk
Tradução: SBHH

Não mais um mero ato de um teatro de variedades, a hipnose está sendo usada em laboratórios para explicar o funcionamento mais profundo do cérebro

Por Vaughan Bell, do respeitado blog de neurociência Mind Hacks.

Sempre que A.R. vê um rosto, seus pensamentos são banhados em cores e cada identidade desencadeia a sua tonalidade própria e rica que brilha através dos olhos de sua mente. Esta experiência é um tipo de sinestesia, que, para cerca de uma em cada cem pessoas, automaticamente combina os sentidos. Algumas pessoas sentem o gosto de palavras, outras vêem sons, mas A.R. experimenta cores com cada rosto que vê. Mas nesta ocasião, talvez pela primeira vez em sua vida, um rosto é apenas um rosto. Não há cores, ricos matizes, ou luzes internas.
Se a experiência é nova para A.R., é igualmente nova para a ciência, porque ninguém tinha suspeitado que a sinestesia poderia ser revertida. Apesar da originalidade da descoberta, a técnica responsável pelo interruptor não é nem a estimulação cerebral de alta tecnologia, nem a mais moderna neurocirurgia, mas a antiga técnica da hipnose.
A reversão surpreendente da sinestesia de A.R. foi relatada em um estudo recente feito pelo psicólogo Devine Terhune e seus colegas da Universidade de Lund, na Suécia. Os pesquisadores mostraram fotos de rostos com cores e matizes para A.R. e pediu-lhe para identificar o tom da cor na tela, enquanto a atividade elétrica de seu cérebro era medida com eletrodos no couro cabeludo.
Quando a cor do rosto na tela entrava em conflito com a cor que aparecia em sua mente, ela reagia lentamente, como se estivesse tentando ler semáforos com óculos coloridos. Enquanto isso, as medições elétricas mostravam seu cérebro se esforçando para resolver o conflito.
Mas após a reversão pela hipnose, ela passou sem problemas pelos nomes das cores, reagindo tão rapidamente como pessoas sem sinestesia, e não exibindo nenhum dos sinais neurológicos de tentar resolver tarefas mentais concorrentes. A hipnose não só alterou a sua experiência, mas modificou o funcionamento de vias específicas do cérebro de uma maneira que nós normalmente não podemos controlar somente com a vontade consciente.
Em um número crescente de laboratórios ao redor do mundo, a hipnose está sendo usada como uma ferramenta experimental para permitir que os investigadores temporariamente desfaçam nossas respostas psicológicas normalmente integradas para entender melhor a mente e o cérebro.
A sinestesia é uma associação psicológica automática que ocorre apenas em pouquíssimas pessoas, mas nós somos abençoados (e, de fato, amaldiçoados) com mentes que operam principalmente no piloto automático. Consideremos estas palavras, por exemplo. Enquanto você lê as palavras deste texto, você não está conscientemente identificando cada letra, conjugando-as em sua cabeça, e combinando o conjunto a uma memória do que significa, apenas parece acontecer automaticamente quando você vê cada uma.
Em uma analogia com a tarefa conflitante de cores de A.R., se eu pedir-lhe que nomeie a cor que com a qual a palavra verde está destacada, eu espero que você diga vermelho. Acontece que você é ligeiramente mais lento em nomear a cor de realce quando esta se choca com a palavra (como em vermelho, verde e azul) do que quando as cores e as palavras são as mesmas (como em vermelho, verde e azul), porque não podemos decidir a não ler as palavras quando as vemos – isso acontece automaticamente – e isso interfere com a tentativa de nomear a cor do realce.
Esta interferência é conhecida como o efeito Stroop e, juntamente com as respostas normais do cérebro que a acompanham, também foram revertidas com a hipnose “desligando” a leitura automática das palavras.
Se você não está familiarizado com a hipnose, eu suspeito que você pode imaginar cenas com um cavalheiro vitoriano balançando um relógio de bolso em um scanner cerebral, mas não há magia no procedimento — que apenas exige que alguém se concentre em sua voz. Mesmo a parte do relaxamento foi demonstrada como sendo opcional, depois que em um estudo inovador foi possível hipnotizar pessoas enquanto usavam bicicletas ergométricas.
Talvez a coisa mais importante a saber sobre a hipnose é que nem todo mundo é hipnotizável na mesma medida: inúmeras pesquisas têm demonstrado que cada um de nós difere em nossa suscetibilidade. A maioria das pessoas pode experimentar a sensação de seus braços estarem leves ou pesados através da sugestão de outra pessoa, um pouco menos pode sentir como se os movimentos estivessem sendo impedidos, e apenas uma minoria — cerca de 10% da população — experimenta mudanças no funcionamento da percepção, memória e pensamento.
Para aqueles que são “pouco hipnotizáveis”, a sensação de ser hipnotizado muitas vezes é como ouvir uma daquelas fitas de relaxamento um tanto quanto longas e chatas, mas para os altamente hipnotizáveis, conhecidos como “prodígios” na literatura científica, os efeitos são convincentes.
Não sabemos por que temos essa tendência, mas sabemos que é em parte genética, que é influenciada por genes específicos, e tem sido associada a diferenças na estrutura cerebral.
Esta característica parece estar normalmente distribuída por toda a população e não foram encontrados métodos confiáveis para se alterar o quanto somos hipnotizáveis. Provavelmente, algumas pessoas possuem esta característica, enquanto outras não. Esta característica é geralmente descrita como “sugestionabilidade”, mas não tem nada a ver com ingenuidade ou a ser facilmente conduzido. Pessoas suscetíveis à hipnose não são ingênuas, crédulas ou têm confiança mais do que ninguém, mas elas têm a capacidade de permitir mudanças aparentemente involuntárias em suas mentes e seus corpos.
A frase chave aqui é que elas “têm a capacidade de permitir”, porque a hipnose não pode ser usada para forçar alguém contra sua vontade. É um pouco como assistir um filme emocional. Se você quiser, você pode permanecer distante, ignorar o que está acontecendo, ou jogar sudoku na sua cabeça, mas se você se envolve com a história, você não decide conscientemente se sentirá alegria ou tristeza à medida que a história avança, você simplesmente reage. A hipnose funciona de forma semelhante – algumas pessoas simplesmente parecem ter a capacidade de conseguir “se envolver mais na história”.
Quando uma sugestão é bem-sucedida, a experiência dela parecendo “acontecer por si só” é fundamental, e é exatamente com isso que os neurocientistas têm trabalhado — sugerindo mudanças temporárias para a mente que não seríamos necessariamente capazes de desencadear por conta própria. No caso dos dois experimentos que conseguiram temporariamente “desligar” o efeito Stroop em pessoas altamente hipnotizáveis, a sugestão era que as palavras pareciam como “símbolos sem sentido”. Isso evitou um conflito entre a cor e a palavra, porque o texto repentinamente parecia ser algo sem sentido.
Estes estudos têm sido úteis, pois eles descobriram que o sistema de resolução de demandas conflitantes do cérebro, parte do nosso sistema de gestão da atenção, parecia ficar desligado. Os prodígios da hipnose aparentemente têm a capacidade de colocar este sistema em modo de espera quando necessário, algo que não está presente nos pouco hipnotizáveis. Os neurocientistas Amir Raz e Jason Buhle sugerem que a hipnose acontece realmente quando nós permitimos que as sugestões assumam nosso controle da atenção normalmente auto-dirigido que lida com a auto-gestão mental, permitindo que a ciência tenha uma ferramenta interessante para “penetrar por baixo da capa” da mente consciente.
Além de nos permitir explorar melhor os detalhes básicos da mente e do cérebro, a hipnose está sendo usada também para simular experiências que normalmente causam problemas às pessoas, tais como alucinações ou perda de controle sobre o corpo. Como os efeitos das sugestões são apenas temporários, a hipnose pode ser usada para disparar essas experiências sem problemas e por apenas alguns minutos de cada vez. Os “prodígios” são muito procurados para experimentos que envolvem o escaneamento do cérebro, onde os pesquisadores analisam os padrões de atividade cerebral quando, por exemplo, eles são convidados a ouvir uma música ilusória ou sentir como se não pudessem mover a mão.
Vários grupos de pesquisa têm mostrado que a hipnose parece emular essas experiências acuradamente e que os efeitos sobre o cérebro são diferentes daqueles quando os participantes são convidados a falsificar ou imaginar a mesma coisa — ambas comparações são importantes porque não podemos distinguir apenas a partir do que alguém diz que está realmente experimentando os efeitos (como podem atestar os pais de crianças tímidas em relação à escola que apresentam dores de estômago misteriosamente cronometradas).
Nosso próprio grupo de pesquisas está usando a hipnose para simular mudanças no controle do corpo, em parte para examinar se processos cerebrais semelhantes estão envolvidos tanto na hipnose quanto em uma doença chamada transtorno de conversão — onde o que parecem ser sintomas neurológicos aparecem, como paralisia ou cegueira, apesar de não haver danos no sistema nervoso, que poderiam explicá-los.
Até onde sabemos, parece haver semelhança entre a doença e os efeitos da hipnose, onde os sistemas de atenção do lobo frontal parecem fazer com que outras áreas do cérebro fiquem desligadas. O que não temos certeza, é porque isso é apenas temporário na hipnose, mas a longo prazo no transtorno de conversão.
Mas talvez ainda o mais misterioso é o porquê de termos a capacidade de sermos hipnotizados. Como uma espécie, cerca de 10% da população pode ter sua realidade alterada profundamente, pela simples sintonia a sugestões feitas por outra pessoa – algo que é profundamente estranho quando se pensa a respeito.
A hipnotizabilidade dos “prodígios” nunca foi ligada com segurança a quaisquer problemas ou dificuldades, e tem sido sugerido que, ao contrário, ela na realidade reflete um controle mais eficiente dos sistemas de atenção do cérebro. Pode ser um efeito colateral de outros benefícios, mas nós ainda não temos boas teorias.
Se você tiver alguma sugestão, deixe-me saber.

•  30 de julho de 2010

Hospital substitui sedação por hipnose

news 133 Hospital substitui sedação por hipnose

FONTE: estadao.com.br

Imersa em uma cachoeira no meio de uma floresta tropical, a tradutora Elaine Pereira, 43 anos, conseguiu fazer a ressonância magnética que ela tanto temia. A cena, na verdade, estava só na mente dela. Hipnotizada, foi capaz de relaxar sem a necessidade de sedativos. A técnica, aplicada no Hospital São Camilo, permite a pacientes claustrofóbicos (que têm medo de lugares fechados e apertados) passar pela máquina conscientes e calmos.
Sem efeitos colaterais, a hipnose é usada como alternativa para a anestesia. Diferentemente da injeção, o procedimento não afeta a percepção e não tem contraindicações, segundo os médicos. Após o exame, o paciente pode, por exemplo, voltar para casa dirigindo. “A sedação é segura, mas ainda assim envolve alguns riscos. Já para a hipnose, o perigo é o mesmo que dormir”, diz o cardiologista do Hospital São Camilo Luiz Velloso, um dos coordenadores do estudo.
Para que a técnica fosse oferecida no hospital, Velloso e a psicóloga Maluh Duprat a experimentaram em pelo menos 20 pacientes. Segundo eles, 18 pessoas enfrentaram o procedimento sem a necessidade de medicamentos.
Elaine conta que nem sentiu o tempo passar. “Para mim foram apenas cinco minutos, mas eu sei que fiquei uma hora dentro da máquina”, diz. Ela procurou a alternativa após uma experiência ruim com a ressonância. “Tenho claustrofobia, mas nada que atrapalhe a minha vida. Só que durante o exame, além do espaço ser pequeno, você não pode se mexer”, conta.
Uma tatuagem impedia Elaine de realizar o procedimento sedada. De acordo com os especialistas, algumas tatuagens, feitas com tintas à base de metais, podem ser atraídas pelo magnetismo da máquina. Por isso, o paciente deve estar consciente para informar ao médico se está com dor.
A capacidade de responder aos estímulos dos médicos é outra vantagem da hipnose. “Às vezes, o paciente deve obedecer algo ou assumir alguma posição durante o procedimento, coisa que não pode fazer se estiver sedado”, diz Velloso.
A técnica é usada como substituta para a sedação, mas não cura a claustrofobia. “Não é uma cura. Mas durante o exame o paciente percebe que tem controle sobre aquele medo”, diz Maluh. Elaine, por exemplo, passou a se imaginar em uma floresta sempre que sente-se estressada. “É uma ótima técnica de relaxamento”, diz.
Antes do exame, Elaine foi testada para ver se poderia ser hipnotizada. A preparação antes da ressonância não durou mais que 10 minutos, de acordo com ela. “Depois eu ainda saí dirigindo”, diz. Muitos procedimentos anestésicos, por outro lado, demandam meses de agendamento com o anestesista.
A hipnose, reconhecida pelos conselhos de medicina, deve ser praticada por profissionais de saúde mediante treinamento. No ano passado, a Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria (SBHH) capacitou cerca de 700 médicos, psicólogos e dentistas.
Para o médico Luiz Carlos Motta Lima, presidente da SBHH, a técnica pode ser usada como ferramenta adicional em qualquer tratamento médico ou odontológico. “Se um paciente tem pneumonia, por exemplo, pode-se usar a hipnose para que ele aumente a defesa de seu organismo”, explica.
Por Lais Cattassini e Mariana Lenharo.

•  21 de julho de 2010

Imagens ‘frias’ diminuem ondas de calor

news 132 Imagens frias diminuem ondas de calor

FONTE: www.sify.com
Tradução: www.sbhh.org.br

Um novo estudo americano mostrou que mulheres que imaginam cenas associadas com frieza durante a hipnoterapia tendem a ter uma diminuição dramática nas ondas de calor que são experimentadas um pouco antes da menopausa.
“Esta é uma descoberta interessante, porque começa a esclarecer como funciona, especificamente, a terapia de relaxamento hipnótico que reduz as ondas de calor”, disse o Dr. Gary Elkins da Universidade de Baylor, no estado do Texas, Estados Unidos.
“A descoberta pode indicar que as áreas do cérebro ativadas por imagens podem ser idênticas àquelas ativadas por eventos reais percebidos. Portanto, pode ser que enquanto uma mulher que sofre de ondas de calor imagina um lugar frio, ela também sente frio, em vez do calor de uma onda de calor”, acrescentou.
Cerca de oitenta e cinco por cento das mulheres experimentam ondas de calor ao se aproximarem da menopausa.
Os pesquisadores avaliaram 51 sobreviventes de câncer de mama que participaram de um estudo com hipnose para o tratamento de ondas de calor.
Eles descobriram que todas as participantes demonstraram preferência por imagens associadas à frieza, e nenhuma por imagens associadas ao calor.
Dos temas usados para imagens, 27 por cento das participantes visualizaram água associada com frieza.
No entanto, 17,6 por cento imaginaram ar frio ou vento e 16,2 por cento imaginaram montanhas frias.
Também, 11,5 por cento visualizaram uma floresta fresca ou folhas e 6,8 por cento visualizaram neve. 20,9 por cento imaginaram outras coisas, como um cinema refrigerado ou uma geada em uma manhã de inverno.
“Estes resultados realmente nos orientam em relação ao que as mulheres respondem”, disse o Dr. Elkins.
“Este estudo sustenta a idéia de que as imagens mais eficazes são aquelas que são geradas pelas próprias participantes, em relação às suas próprias percepções e experiências de vida.”
Os resultados foram publicados no periódico Journal of Clinical and Experimental Hypnosis.

•  14 de julho de 2010

Auto-hipnose como tratamento da Síndrome de Tourette

news 131 Auto hipnose como tratamento da Síndrome de Tourette

FONTE: www.gossipjackal.com
Tradução: www.sbhh.org.br

Pesquisadores da área médica divulgaram um estudo de caso em pequena escala na última edição do Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, que sugere que técnicas de auto-hipnose podem ajudar pacientes com a Síndrome de Tourette a melhorar o controle sobre os tiques.
O Dr. Jeffrey Lazarus, co-autor do estudo, e uma equipe de pesquisadores experimentaram uma série de técnicas de auto-hipnose em um grupo de trinta e três participantes. O estudo envolveu crianças e jovens com a Síndrome de Tourette, com idades entre seis e dezenove anos. Os investigadores conduziram as sessões durante um período de dois meses e meio. Os participantes assistiram a um vídeo de um jovem da sua idade descrevendo técnicas de auto-hipnose. Eles receberam técnicas de relaxamento e foram solicitados a focar nos sentimentos que ocorrem antes de um tique, bem como se livrar do tique. Foi solicitado aos participantes a prática das técnicas de auto-hipnose pelo menos três vezes ao dia, mantendo um relatório.
Na conclusão do estudo, doze indivíduos indicaram que haviam conseguido uma melhora dramática, com apenas duas sessões e o treinamento com vídeo. Treze tiveram o mesmo resultado após três sessões, e um participante após quatro sessões. O estudo concluiu que vinte e seis crianças se beneficiaram significativamente do regime de auto-hipnose.
O Dr. Lazarus afirma que a auto-hipnose apresenta várias vantagens sobre a terapia com drogas tradicionais, incluindo a ausência de efeitos colaterais das drogas e uma abordagem menos onerosa para desordens leves e moderadas de tiques, em comparação com produtos farmacêuticos.
Embora reconheçam os resultados do estudo, outros cientistas continuam céticos em relação ao estudo, citando o número pequeno de participantes e a falta de dados a longo prazo sobre o uso da técnica.
O estudo também não incluiu um grupo controle.

Link para o abstract do estudo.

•  18 de maio de 2010

Tricotilomania

news 130 Tricotilomania

FONTE: ninemsn.com.au
Tradução: www.sbhh.org.br

A tricotilomania é um transtorno do controle dos impulsos, causando a compulsão de puxar os cabelos, cílios e sobrancelhas. Aqueles que sofrem deste transtorno geralmente apresentam áreas calvas notáveis, as quais tentam encobrir com penteados, perucas ou roupas.
Os cabelos são geralmente arrancados fio por fio com os dedos ou com uma pinça, ao ler, pensar ou ver televisão, e com freqüência sem que estejam conscientes do seu comportamento. O ato de puxar os cabelos também pode ocorrer durante o sono.
A tricotilomania (também referida como TTM), afeta entre um e três por cento da população e estima-se que afeta sete vezes mais mulheres do que homens.
As pesquisas sobre as causas da tricotilomania estão ainda em estágios iniciais. As evidências preliminares sugerem que é uma desordem neurobiológica.
Em alguns casos, a mania de puxar os cabelos tem início durante uma época de estresse. Pode assemelhar-se a um hábito, um vício, um transtorno de tiques ou um transtorno obsessivo-compulsivo.
Para alguns, a tricotilomania pode ser tratada com um pouco de atenção e concentração extras. Para outros, a compulsão pode ser tão forte a ponto de interromper a rotina diária daqueles que sofrem deste transtorno.
Nenhum tratamento mostrou-se eficaz para todos.
A terapia comportamental cognitiva procura interceptar a atividade que desencadeia a compulsão de puxar os cabelos.
Alguns medicamentos, incluindo os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (como o Prozac ou o Zoloft) apresentaram redução da gravidade dos sintomas. No entanto, a medicação não é geralmente a forma inicial de tratamento da tricotilomania.
As terapias alternativas, incluindo a hipnose, mudanças na dieta e exercícios físicos têm sido bem-sucedidas no tratamento de alguns doentes.

•  4 de maio de 2010

Tratamento de fobias com hipnose e a Técnica do Rebobinamento

news 129 Tratamento de fobias com hipnose e a Técnica do Rebobinamento

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br

Fobias são bastante comuns. O Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos estima que entre 8 e 18% da população americana sofre de alguma fobia. Elas são a forma mais comum de um transtorno de ansiedade. Entre as mulheres de todas as idades, as fobias são a forma mais comum de transtorno mental e entre os homens com mais de 25 anos, as fobias são a segunda forma mais comum de transtorno mental. A hipnose é uma forma eficaz de tratamento das fobias (Kessler et al., 2005). Recentemente, uma nova técnica, chamada de Técnica do Rebobinamento (também conhecida como Cura Rápida de Fobia ou Dissociação visual/cinestética), foi demonstrada como sendo muito eficaz para auxiliar as pessoas a livrar-se de seus medos.
A fobia é um medo irracional que representa pouco ou nenhum perigo para as pessoas que sofrem do medo. Tipos de medo incluem o medo das alturas, espaços pequenos, dirigir, voar e diferentes tipos de animais. Para acalmar seus medos, a maioria das pessoas tentam evitar aquilo que temem. Ao enfrentar o medo, os sintomas comuns da fobia que se manifestam incluem pânico, ansiedade, ritmo cardíaco acelerado, e falta de ar (Medline Plus).
O medo é um mecanismo de sobrevivência que foi uma parte muito importante na sobrevivência de nossa espécie em tempos remotos. Isso é inculcado em todos os seres humanos e agora as fobias são direcionadas de forma irracional. O objetivo da hipnoterapia é remover o padrão subconsciente da fobia. Uma técnica comum usada com a hipnoterapia é a chamada Técnica do Rebobinamento. Esta técnica é semelhante a uma técnica de Programação Neurolinguística (PNL).
Esta técnica tem-se revelado altamente eficaz, não importando quanto tempo a pessoa sofre da fobia. Além disso, não importa se a fobia ou os sintomas da fobia são graves ou não, pois a Técnica do Rebobinamento funciona com rapidez e eficiência, muitas vezes em uma única sessão.
A Técnica do Rebobinamento é aplicada depois que o hipnoterapeuta induz o estado de hipnose sobre no paciente. Em seguida, o hipnoterapeuta guia o paciente através de imagens e de etapas para “rebobinar” a fobia. O hipnoterapeuta não precisa saber como a fobia começou e não precisa conhecer qualquer um dos sintomas que o paciente esteja sofrendo. Tudo que o hipnoterapeuta deve saber é como guiar os pacientes através da Técnica do Rebobinamento para auxiliá-los a superar seu medo (Sherred).
Há muitos benefícios no uso da hipnose e da Técnica do Rebobinamento em pacientes que sofrem de fobias. É um método rápido e eficaz de auxiliar o paciente a superar sua fobia. Ele melhora a qualidade de vida e pode reduzir o uso de medicações que são muitas vezes utilizadas para tratar os sintomas da fobia.
Esta técnica também pode ser usada com pessoas que sofrem de estresse pós-traumático.

Fontes:

Kessler et al., Prevalence, Severity, and Comorbidity of 12-Month DSM-IV Disorders in the National Comorbidity Survey Replication, June 2005, Archive of General Psychiatry, Volume 20.

Phobias.” Medline Plus. Retrieved on October 12, 2009.

Sherred, I. Phobias: How they arise, and how they can be cured with hypnotherapy. Retrieved on October 12, 2009.

•  23 de março de 2010

Hipnose beneficia o sistema imunológico

news 127 Hipnose beneficia o sistema imunológico

FONTE: www.naturalnews.com
Tradução: www.sbhh.org.br

A gripe deverá atingir mais pessoas este ano em comparação com a média da temporada de gripe. Há muitas incertezas neste ano devido ao vírus influenza H1N1. O Centro de Controle de Doenças dos E.U.A. diz que o vírus H1N1 causou a primeira pandemia (epidemia global) de gripe em 40 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que o H1N1 vai deixar mais pessoas doentes, causar mais internações e mais mortes do que a média da temporada de gripe. Pesquisas demonstraram que a hipnose pode melhorar o sistema imunológico, melhorando assim o funcionamento do corpo.
Segundo o Centro de Controle de Doenças dos E.U.A., o momento é incerto. No passado, em estações de gripe a manifestação atingiu o seu pico nos meses de janeiro e fevereiro nos Estados Unidos. No entanto, o vírus H1N1 causou a doença, as hospitalizações e mortes durante os meses de verão, o que é altamente incomum. Não se sabe quando o vírus atingirá o seu pico e quanto tempo vai durar. Devido a esta incerteza, as pessoas devem ser precavidas em relação a manutenção de seu sistema imunológico para combater a gripe.
Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Washington, em Pullman, E.U.A., descobriu que a hipnose reforça dois diferentes tipos de células do sistema imunológico que combatem as doenças. Sessenta e cinco alunos participaram do estudo. Trinta e três participantes eram altamente hipnotizáveis e responderam bem à indução de hipnoterapia. Trinta e dois participantes tiveram dificuldade em atingir um estado hipnótico.
Todos os 65 participantes foram divididos em três grupos distintos. Um grupo recebeu hipnose, outro grupo recebeu terapia de relaxamento, e o terceiro grupo serviu como grupo de controle, não recebendo qualquer forma de terapia ou tratamento. Os resultados mostraram que os participantes que receberam a hipnose apresentaram um aumento importante em dois tipos de células brancas do sangue. Aqueles que eram altamente hipnotizáveis e receberam hipnose apresentaram o maior aumento de células brancas. Isso mostra que a hipnose pode ajudar as pessoas a aumentar sua contagem de células brancas do sangue e, assim, incrementar o seu sistema imunológico, permitindo um melhor combate às doenças (Ruzyla-Smith).
Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio determinaram que a hipnoterapia pode impedir o enfraquecimento do sistema imunológico devido ao estresse. A hipnose ajuda a fortalecer o sistema imunológico através de relaxamento. Para as pessoas que se preocupam muito, estão sempre ansiosas, ou são facilmente distraídas, a hipnose ajuda a acalmar, para que seu sistema imunológico não enfraqueça devido ao estresse. Quando a hipnose é induzida em uma pessoa, técnicas de relaxamento são utilizadas. O estresse é um contribuinte principal para um sistema imunológico enfraquecido. A hipnose age para aumentar o pensamento positivo através da sugestão, usando técnicas de relaxamento para diminuir o estresse (Holland).
É importante manter o sistema imunológico forte para ser capaz de combater as doenças e vírus. O uso da hipnose juntamente com uma alimentação saudável pode ajudar a manter o sistema imunológico forte. Reduzir o estresse e aumentar os glóbulos brancos pode aumentar muito suas chances de não contrair a gripe este ano.

Fontes:

Centers for Disease Control and Prevention. Questions and answers about the 2009-2010 flu season. Retrieved on October 23.

Holland, E. (2001). Hypnosis may prevent weakened immune status, improve health. Retrieved on October 30, 2009.

Ruzyla-Smith, Patricia et al. (1993). As reported at the annual meeting of the American Psychological Association.

•  16 de março de 2010

Hipnose no controle da dor em pacientes com câncer de mama

news 126 Hipnose no controle da dor em pacientes com câncer de mama

FONTE: timesofindia.indiatimes.com
Tradução: www.sbhh.org.br

A hipnose pode ser um meio eficaz de tratar a dor em mulheres com câncer de mama, de acordo com uma pesquisa.
De acordo com a Dra. Lisa D. Butler, autora principal do estudo, professora adjunta da Faculdade de Trabalho Social, membra do corpo docente do Centro de Pesquisa Social da Universidade de Buffalo, o estudo randomizado avaliou a dor e o sofrimento, a freqüência da dor e o grau de dor constante em 124 mulheres com câncer de mama metastático.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores registraram os níveis de dor em intervalos de quatro meses durante um ano. As mulheres que foram atribuídas ao grupo de tratamento receberam psicoterapia de grupo, bem como instrução e prática da hipnose para moderar seus sintomas de dor.
Elas relataram “aumento significativamente menor na intensidade da dor e sofrimento ao longo do tempo”, em comparação com um grupo controle, onde as mulheres não receberam a psicoterapia de grupo.
No entanto, aquelas que receberam hipnose não relataram redução significativa na frequência ou na constância dos episódios de dor.
“Os resultados deste estudo sugerem que a experiência de dor e sofrimento para os pacientes com câncer de mama metastático pode ser reduzido com sucesso com uma intervenção que inclui hipnose num ambiente de terapia de grupo”, afirma Butler. “Esses resultados ampliam a crescente literatura apoiando o uso da hipnose como tratamento complementar para pacientes com experiência de dor.”
O estudo foi publicado no ano passado em uma edição do periódico Health Psychology, da American Psychological Association.

Fontes:

Link para o abstract do estudo.

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